Seguindo estrelas.

“Fim de tarde. Dia banal, terça, quarta-feira. Eu estava me sentindo muito triste.”

Eu era toda amor. Aí eu me fodi. Virei dois terços amor, um terço ódio.   Aí me  fodi de novo. Virei metade amor, metade ódio. Uma coisa anulou a   outra. Virei  indiferença, mas la no fundo ainda sei amar.

Eu era toda amor. Aí eu me fodi. Virei dois terços amor, um terço ódio. Aí me fodi de novo. Virei metade amor, metade ódio. Uma coisa anulou a outra. Virei indiferença, mas la no fundo ainda sei amar.

Estava sendo triste, mas ela parecia acostumada. Acostumada e fria (…)

Estava sendo triste, mas ela parecia acostumada. Acostumada e fria (…)

Olhe, não fique assim não, vai passar. Eu sei que dói. É horrível.  Eu sei que parece que você não vai agüentar, mas agüenta. Sei que  parece que vai explodir, mas não explode. Sei que dá vontade de abrir um  zíper nas costas e sair do corpo porque dentro da gente, nesse momento,  não é um bom lugar para se estar. Dor é assim mesmo, arde, depois  passa. Que bom. Aliás, a vida é assim: arde, depois passa. Que pena. A  gente acha que não vai agüentar, mas agüenta: as dores da vida. Pense  assim: agora tá insuportável, agora você queria abrir o zíper, sair do  corpo, encarnar numa samambaia, virar um paralelepípedo ou qualquer  coisa inanimada, anestesiada, silenciosa. Mas agora já passou. Agora já é  dez segundos depois da frase passada. Sua dor já é dez segundos menor  do que duas linhas atrás. Você acha que não porque esperar a dor passar é  como olhar um transatlântico no horizonte estando na praia. Ele parece  parado, mas aí você desvia o olho, toma um picolé, lê uma revista, dá um  pulo no mar e quando vai ver o barco já tá lá longe. A sua dor agora,  essa fogueira na sua barriga, essa sensação de que pegaram sua traquéia e  seu estômago e torceram como uma toalha molhada, isso tudo – é difícil  de acreditar, eu sei – vai virar só uma memória, um pequeno ponto negro  diluído num imenso mar de memórias. Levante-se daí, vá tomar um picolé,  ler uma revista, dar um pulo no mar. Quando você for ver, passou. Agora  não dá mesmo pra ser feliz. É impossível. Mas quem disse que a gente  deve ser feliz sempre? Isso é bobagem. “É melhor viver do que ser  feliz”. Porque pra viver de verdade a gente tem que quebrar a cara. Tem  que tentar e não conseguir. Achar que vai dar e ver que não deu. Querer  muito e não alcançar. Ter e perder. Tem que ter coragem de olhar no  fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível,  mas que tem que ser dita. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos  olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que  ser ouvida. A vida é incontornável. A gente perde, leva porrada, é passado pra  trás, cai. Dói,ai,eu sei como dói. Mas passa. Tá vendo a felicidade ali  na frente? Não, você não tá vendo, porque tem uma montanha de dor na  frente. Continue andando. Você vai subir, vai sentir frio lá em cima,  cansaço. Vai querer desistir, mas não vai desistir, porque você é forte e  porque depois do topo a montanha começa a diminuir e o unico jeito de  deixá-la pra trás é continuar andando. Você vai ser feliz. Tá vendo essa  dor que agora samba no seu peito de salto de agulha? Você ainda vai  olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que tô falando a  verdade. Eu não minto. Vai passar.(CFA)

Olhe, não fique assim não, vai passar. Eu sei que dói. É horrível. Eu sei que parece que você não vai agüentar, mas agüenta. Sei que parece que vai explodir, mas não explode. Sei que dá vontade de abrir um zíper nas costas e sair do corpo porque dentro da gente, nesse momento, não é um bom lugar para se estar. Dor é assim mesmo, arde, depois passa. Que bom. Aliás, a vida é assim: arde, depois passa. Que pena. A gente acha que não vai agüentar, mas agüenta: as dores da vida. Pense assim: agora tá insuportável, agora você queria abrir o zíper, sair do corpo, encarnar numa samambaia, virar um paralelepípedo ou qualquer coisa inanimada, anestesiada, silenciosa. Mas agora já passou. Agora já é dez segundos depois da frase passada. Sua dor já é dez segundos menor do que duas linhas atrás. Você acha que não porque esperar a dor passar é como olhar um transatlântico no horizonte estando na praia. Ele parece parado, mas aí você desvia o olho, toma um picolé, lê uma revista, dá um pulo no mar e quando vai ver o barco já tá lá longe. A sua dor agora, essa fogueira na sua barriga, essa sensação de que pegaram sua traquéia e seu estômago e torceram como uma toalha molhada, isso tudo – é difícil de acreditar, eu sei – vai virar só uma memória, um pequeno ponto negro diluído num imenso mar de memórias. Levante-se daí, vá tomar um picolé, ler uma revista, dar um pulo no mar. Quando você for ver, passou. Agora não dá mesmo pra ser feliz. É impossível. Mas quem disse que a gente deve ser feliz sempre? Isso é bobagem. “É melhor viver do que ser feliz”. Porque pra viver de verdade a gente tem que quebrar a cara. Tem que tentar e não conseguir. Achar que vai dar e ver que não deu. Querer muito e não alcançar. Ter e perder. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível, mas que tem que ser dita. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida. A vida é incontornável. A gente perde, leva porrada, é passado pra trás, cai. Dói,ai,eu sei como dói. Mas passa. Tá vendo a felicidade ali na frente? Não, você não tá vendo, porque tem uma montanha de dor na frente. Continue andando. Você vai subir, vai sentir frio lá em cima, cansaço. Vai querer desistir, mas não vai desistir, porque você é forte e porque depois do topo a montanha começa a diminuir e o unico jeito de deixá-la pra trás é continuar andando. Você vai ser feliz. Tá vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto de agulha? Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que tô falando a verdade. Eu não minto. Vai passar.
(CFA)

Não resta muito mais a fazer senão resistir. Movidos, no mínimo, pela  curiosidade de onde vai dar tudo isso. E sempre se pode cantarolar  baixinho aquele velho blues (Milagres) de Cazuza, que diz assim: “Mas  que tempo mais vagabundo é esse que escolheram pra gente viver?”

Não resta muito mais a fazer senão resistir. Movidos, no mínimo, pela curiosidade de onde vai dar tudo isso. E sempre se pode cantarolar baixinho aquele velho blues (Milagres) de Cazuza, que diz assim: “Mas que tempo mais vagabundo é esse que escolheram pra gente viver?

Mas anota aí pro teu futuro: Cair na real.

Mas anota aí pro teu futuro: Cair na real.

Confesso que esse final de semana me fez perceber que desapego é  afrodisíaco e que sofrer por determinadas coisas não vale nada a pena.

Confesso que esse final de semana me fez perceber que desapego é afrodisíaco e que sofrer por determinadas coisas não vale nada a pena.

“Maior conquista do ser humano é manter o sorriso nos lábios, enquanto o coração explode de dor.”

“Maior conquista do ser humano é manter o sorriso nos lábios, enquanto o coração explode de dor.”

I just need you now!

I just need you now!

”Ando me preocupando demais por alguém que tá longe de merecer qualquer tipo de afeto.”

”Ando me preocupando demais por alguém que tá longe de merecer qualquer tipo de afeto.”